Os Ciganos Vão para o Céu Ver ampliado

Os Ciganos Vão para o Céu

Emil Loteanu (1975), com Svetlana Toma, Grigore Grigoriu, Ion Sandri Shkurya, Pavel Andreychenko, Serdzhu Finiti, URSS, 1975, 96 min.

 

Mais detalhes

Sinopse
Obra inteligente, com uma atmosfera fascinante - a beleza e paixão de canções ciganas, lenços coloridos e saias, criando um turbilhão de dança e paisagens deslumbrantes. A ação ocorre em um acampamento de ciganos, vagando nas estepes da Bessarábia, na periferia do Império Austro-Húngaro. Com trilha musical de Eugen Doga e baseado no conto de Gorky "Makar Chudra" (1892), “Os Ciganos Vão para o Céu” narra a tempestuosa história de amor entre a jovem Rada e o ladrão de cavalos Loyko Zobar. O filme teve 64,9 milhões de espectadores, em 1976, na URSS.

Direção: Emil Loteanu (1936-2003)
Emil Vladimirovich Loteanu nasceu na Moldávia. Entre 1953 e 1955, estudou na Faculdade do Teatro de Arte de Moscou. Graduou-se pelo VGIK, Instituto Estatal de Cinema, em 1962. Trabalhou na Moldávia Filmes, onde estreou como diretor com “Espere Por Nós Ao Amanhecer” (1963). Em seu poema cinematográfico “Rabequistas” (1971, 13,8 milhões de espectadores), retratou a vida de músicos folclóricos. A trilha foi composta pelo também moldávio Eugen Doga e marcou o início de uma parceria das mais importantes na cinematografia mundial. A partir de 1973 Loteanu e Doga trabalharam no estúdio Mosfilm. A realização de “Os Ciganos Vão para o Céu” (1975), baseada no conto “Makar Chudra”, de Maksim Gorky, e a adaptação cinematográfica de “Um Acidente de Caça” (1978), de Anton Chekhov, trouxeram imensa popularidade à dupla. Em 1983, “Anna Pavlova”, dedicado à vida da grande bailarina russa, reafirmaria o sucesso. No final da década de 1980, Loteanu voltou à Moldávia, trabalhou na televisão, teatro e foi presidente da União dos Cineastas.

Argumento Original: Maksim Gorky (1868-1936)
Fundador do realismo socialista, ativo militante do partido bolchevique, amigo e colaborador de Lenin, e depois de Stalin, Alexei Maksimovich Pechkov, pseudônimo Maksim Gorky, é ainda hoje considerado o maior escritor em língua russa, na qual despontaram expoentes como Pushkin (1799-1837), Gogol (1809-1952), Dostoievsky (1821-1981), Tolstoi (1828-1910), Tchekhov (1860-1904), Mayakovsky (1893-1930), Fadeev (1901-1956), Ehrenburg (1891-1967), Sholokhov (1904-1984), Simonov (1915-1979) e outros. Suas obras registram personagens que integravam as classes exploradas: operários, vagabundos, prostitutas, homens e mulheres do povo. Autores realistas e naturalistas já tinham incorporado estes setores à literatura, mas, mesmo com simpatia, olhavam para os pobres de fora. Gorky conhecia aquele universo por dentro e soube captar o que havia de mais profundo na alma russa. Entre suas obras destacam-se “Pequenos Burgueses” (teatro, 1901), “Ralé” (teatro, 1901), “Os Inimigos” (teatro, 1906), “A Mãe” (romance, 1906-07), “O Espião” (romance, 1907), “A Confissão” (romance, 1908), “Infância” (romance autobiográfico, 1913-14), “Ganhando Meu Pão” (romance autobiográfico, 1915-16), “Minhas Universidades” (romance autobiográfico, 1923), “A Casa dos Artamonov” (romance, 1925), “Quarenta Anos: A vida de Klim Sangin” (tetralogia, 1925/36), “Еgor Bulychov e os Outros” (romance, 1932). “Vassa Zheleznova” (teatro, 1910/1936). Gorky morreu em 18 de junho de 1936, vítima de envenenamento. O assassinato foi descrito e analisado, detalhadamente, nas duas sessões do dia 8 de março de 1938 do Colégio Militar da Corte Suprema da URSS.

Música Original: Eugen Doga (1937)
Doga nasceu na aldeia de Mokra, Moldávia. Estudou na escola de música em Chisinau, especializando-se no violoncelo, depois cursou o Conservatório e o Instituto de Arte "Gavriil Musicescu". Em 1963, escreveu seu primeiro quarteto de cordas. Desde 1972, viajou com seus concertos por todo o território da URSS, além da Romênia, Itália, Portugal e outros países da Europa. Em 1967, começou a escrever música para cinema. Em 1970, iniciou a colaboração criativa com o diretor Emil Loteanu: "Violinistas" (1973), “Os Ciganos Vão Para o Céu” (1975), “Um Acidente de Caça” (1978), “Anna Pavlova” (1983). Doga compôs mais de 200 trilhas para cinema e TV, entre as quais estão as de “A Oitava Maravilha do Mundo” (Samson Samsonov, 1981), “Retrato da Mulher do Artista” (Aleksandr Pankratov, 1982), “A Vida do Poeta” (Vassily Panin, 1997) e a do filme infantil “Maria, Mirabella” (Ion Popescu-Gopo, 1981). Doga também musicou peças de teatro, criou balés, coros, a ópera “Diálogos de Amor”, escreveu cantatas, réquiens, deu aulas e organizou concursos. Mora hoje em Chisinau, na Moldávia, e continua compondo.

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