A Vida é Maravilhosa Ver ampliado

A Vida é Maravilhosa

Grigori Chukhray (1979), com Giancarlo Giannini , Otar Koberidze, Ornella Muti, Feliks Yavorski, URSS, 116 min.

Mais detalhes

Sinopse

O piloto Antonio Murillo foi expulso do Exército por se recusar a abrir fogo contra uma embarcação que transportava mulheres e crianças em fuga. Seu principal objetivo agora é viver sem complicações, dirigindo seu táxi, mas ao envolver-se com Mary, garçonete de um café local, terá que fazer uma escolha. A história se passa num país sem nome, situado na Europa, governado por uma Junta Militar. O filme é uma coprodução soviético-italiana, entre o Mosfilm e a Quattro Favalli Cinematografica.

Direção: Grigori Chukhray (1921-2001)

Grigori Naumovich Chukhray nasceu em 1921, na cidade de Melitopol, conhecida como “a porta de entrada para a Crimeia”. Serviu como paraquedista na 2ª. Guerra Mundial, combateu em Stalingrado, no Don, na primeira e terceira frentes ucranianas. Foi ferido quatro vezes, a última na Hungria, quando estava a caminho de Viena. Em 1952, graduou-se em direção pelo Instituto Estatal de Cinema (VGIK), sob orientação de Mikhail Romm e Sergei Yutkevich. Trabalhou como assistente de direção no Kiev Film. Transferiu-se para o Mosfilm em 1955. Sua obra de estreia, “O Quadragésimo Primeiro” (1956), ganhou menção especial no Festival de Cannes – pelo “roteiro original, o humanismo e o alto mérito artístico”. Em seguida veio “A Balada do Soldado” (1959), que obteve amplo reconhecimento internacional, com premiações em Cannes, Londres, Milão, Varsóvia, México e São Francisco.  Dirigiu também “Céu Claro” (1961), “Havia Um Casal de Velhos” (1964), “Pessoas!” (1966), “Memória” (documentário, 1970), “Pântano” (1977) e “A Vida É Maravilhosa” (1979). O último trabalho como diretor de cinema foi a conclusão do projeto de Yuri Shvyrev, “Vou Ensinar Você a Sonhar” (1984), documentário sobre o cineasta Mark Donskoy.  Chukray ensinou no VGIK e foi secretário da União dos Cineastas Soviéticos.

Argumento Original: Giovanni Fago (1933-2014)

Nascido em 1933, na cidade de Roma, Giovanni Fago formou-se em direito. Estudou no Centro Sperimentale di Cinematografia nos anos de 1956-58. De 1958 a 1966, trabalhou como assistente de direção em uma dúzia de filmes, entre os quais “A Grande Guerra” (Mario Monicelli, 1959), “Duas Mulheres” (Vittorio De Sica, 1960), “A Idade do Ferro” (Roberto Rossellini, 1964), “A Batalha de Argel” (Gillo Pontecorvo, 1966).  Nos anos seguintes atuou como roteirista e diretor no cinema e na televisão. Suas obras mais conhecidas são “O Cangaceiro” (1970), “Deixe Viver, a Polícia não Intervirá” (1974), “Don Luigi Sturzo” (TV mini-série, 1981), “Na Praia, Além do Cais” (2000), “Pontormo, Um Amor Herético”  (2004).

Música Original: Armando Trovajoli (1917-2013)

Com sólida carreira como pianista, maestro e compositor, nos palcos, no rádio, nas telas e no disco, o romano Armando Trovajoli estudou música no Conservatório Nacional de Santa Cecília e fazia sucesso, em 1939, na orquestra de Sesto Carlini – uma das mais importantes formações de jazz da época. Estreou no cinema compondo, com Goffredo Petrassi, a trilha de “Arroz Amargo” (Giuseppe De Santis, 1949).  Em 1951 escreveu a música de “Anna”, filme estrelado por Silvana Mangano, com direção de  Alberto Lattuada. A canção El Negro Zumbón tornou-se um grande sucesso internacional, gravado inclusive no Brasil, em 1953, por Ester de Abreu, com o título “Baião de Ana”. Desde então, compôs trilhas para diretores como Vittorio De Sica (“Duas Mulheres”, 1960; “Matrimônio À Italiana”, 1964), Dino Risi (“Perfume de Mulher”, 1974), Ettore Scolla (“Nós Que Nos Amávamos Tanto”, 1974; “Feios, Sujos e Malvados”, 1976; “Um Dia Muito Especial”, 1977), num total de mais de 300 partituras. Sua canção "Roma Nun Fa' la Stupida Stasera" (Roma Não Seja Estúpida Esta Noite), composta para a comédia musical "Rugantino", encenada pela primeira vez em 1962, com Nino Manfredi no papel-título, é tratada pelos romanos como hino da cidade.

R$ 39,90

Categorias