Primavera Ver ampliado

Primavera

Grigori Aleksandrov (1947), com Liubov Orlova, Nikolai Cherkasov, Faina Ranevskaia, URSS, 104 min.

Mais detalhes

Sinopse
Quinta comédia musical com direção de Grigori Aleksandrov e trilha composta por Isaak Dunaievsky, na qual Liubov Orlova contracena com Nikolai Cherkasov, o astro de Eisenstein em "Alexandre Nevsky" e "Ivan, o Terrível". A seqüência de abertura marca o ritmo febril da reconstrução do país no início do pós-guerra, período em que se situa o enredo do filme. Uma sucessão de quiprocós leva artistas e cientistas a superarem preconceitos mútuos, aprendendo a conhecer melhor o papel de cada um na sociedade. 

Direção e Argumento Original: Grigori Aleksandrov (1903-83)
Grigori Vasilyevich Aleksandrov nasceu em Yekaterinburg, distrito federal dos Urais. Em 1921 iniciou no Teatro Proletkult uma fecunda parceria com Eisenstein, que se estenderia ao cinema. Coescreveu o roteiro de “A Greve” (1924) e codirigiu “Encouraçado Potemkin” (1925), “Outubro” (1928) e “O Velho e o Novo” (1929). Em 1930 acompanhou Eisenstein em sua viagem aos EUA, e participou, em 1932, das filmagens do inacabado “Que Viva México!” – em 1979 concluiu uma edição das imagens colhidas nesse trabalho. Retornou à URSS em 1933 e de uma conversação mantida com Stalin e Gorki surgiu o projeto de realizar comédias musicais estreladas por Lyubov Orlova, cantora extremamente popular na época, e que mais tarde se tornaria sua esposa. As produções deste ciclo são “Amigos Extraordinários” (1934), “Circus” (1936), “Volga-Volga” (1938) e “Primavera” (1947). Os musicais obtiveram estrondoso sucesso e abriram caminho para outros diretores que se notabilizaram no gênero, como Ivan Pyriev. De 1951 a 1957, Aleksandrov lecionou direção no Instituto de Cinematografia (VGIK). Entre seus filmes destacam-se também “Encontro no Elba” (1949), “Glinka” (1952), “Grande Luto” (1953), “Souvenir Russo” (1960), “Lenin na Polônia” (1961), “Lenin na Suíça” (1965) e “Skovorets e Lira” (1974). Foi premiado três vezes com a Ordem de Lenin, e recebeu o Prêmio Stalin em 1941 e 1950.

Música Original: Isaak Dunaievsky (1900-55)

Considerado um dos maiores compositores soviéticos, Isaak Osipovich Dunaievsky nasceu em Lokhvitsa (Ucrânia). Em 1919 formou-se em violino e teoria musical no Conservatório Kharkiv. Transferiu-se para Moscou em 1924, indo trabalhar no Teatro Hermitage. Foi diretor e regente do Music Hall de Leningrado (1929-34), e em seguida retornou a Moscou para trabalhar em suas operetas e músicas para cinema. Dunaievsky criou 14 operetas, 3 balés, 3 cantatas, 80 coros, 80 canções e romances, música de 88 peças teatrais e 42 filmes, 52 composições para orquestra sinfônica, 47 para piano e 12 para orquestra de jazz. Escreveu a trilha das cinco comédias musicais de Aleksandrov - “Amigos Extraordinários” (1934), “Circus” (1936), “Volga-Volga” (1938), “O Caminho Luminoso” (1940) e “Primavera” (1947). Compôs também, entre outras, as trilhas de  “Três Camaradas” (Semyon Timoshenko, 1935), “Filhos do Capitão Grant” (Vladimir Weinstock, 1936), “Meu Amor” (Vladimir Korsh-Sablin, 1940) e “Cossacos de Kuban” (Ivan Pyriev, 1949).

O Símbolo do Mosfilm

O célebre monumento “O Operário e a Kolkhosiana” foi adotado como símbolo do Mosfilm em 1947. Nessa condição, apareceu pela primeira vez na tela no filme “Primavera”, de Grigori Aleksandrov. A escultura foi criada para ser a peça central do Pavilhão Soviético na Exposição Mundial de Paris, inaugurada a 25 de Maio de 1937. Composto de duas figuras, que erguem sobre a cabeça o martelo e a foice, o grupo escultório foi produzido em aço inoxidável pela artista Vera Mukhina. Tem 24,5 metros de altura e 80 toneladas de peso. O transporte até Paris exigiu a sua desmontagem em 65 peças, o mesmo acontecendo para a volta a Moscou, depois de terminada a Exposição. Instalada desde 1939 em frente ao Centro Nacional de Exposições da cidade, a escultura resistiu à desconstituição da URSS e às maquinações dos ajustadores fiscais de lá para vendê-la a empresas americanas.  Em 2003, os vereadores de Moscou decidiram desmontar o gigante de aço e realizar uma operação de restauração que durou seis anos, até seu retorno seguro ao local habitual. O monumento ganhou um pedestal novo, com 34,5 metros de altura e 60,5 de largura, recoberto de granito de diversas cores.

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