Foi realizada em São Paulo a 5ª Mostra de filmes
soviéticos e russos do “Mosfilm


Os clássicos do Mosfilm são altamente valorizados e contam com uma grande popularidade longe das fronteiras da nossa pátria. Os filmes soviéticos e russos sempre contam com uma ampla acolhida entre os espectadores brasileiros. De 29 de novembro a 5 de dezembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, aconteceu já pela quinta vez a mostra de filmes clássicos e contemporâneos, produzidos em diferentes épocas, no “Mosfilm”. Foram exibidas obras como o épico cinematográfico “Guerra e Paz”, em quatro partes (dir. Serguei Bondarchuk), os longas “Quando voam as cegonhas” (dir. Mikhail Kalatozov), “Vá e Veja” (dir. ElemKlimov), “A Ascenção” (dir. Larissa Shepitko), “Cidade Zero” (dir. Karen Shakhnazarov), “O incógnito de São Petersburgo” (dir. Leonid Gayday), “Circus” (dir. Grigory Aleksandrov), “Bola de Sebo” (Mikhail Romm), “Criança Abandonada” (dir. Tatiana Lukashevich), a maioria dos quais foram restaurados por especialistas do “Mosfilm”. Os espectadores brasileiros também assistiram “Decisão: Aniquilação”, filme lançado em 2018 (dir. Aleksandr Arabin).

Na cerimônia de abertura da Mostra os pronunciamentos sobre os filmes clássicos realizados no “Mosfilm” foram calorosos.



O presidente da organização CPC-UMES Filmes, Valério Bemfica, assinalou que o filme “Vá e Veja”, exibido na abertura na Mostra, “traz à memória os horrores cometidos pelo fascismo” e “serve para nos lembrar do resultado incontornável de quando o ódio e a estupidez triunfam”.

Andrés Henrique, formado em cinema pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado, que tem como objetivo o apoio as artes plásticas e cenográficas, e também à cultura e educação – com. Red.) valorizou a qualidade do trabalho dos especialistas do “Mosfilm” na restauração do filme “Vá e Veja”, assim como o grande significado histórico-cultural desse filme.

“Este filme transcorre em um clima pesado, muito forte, mas no momento em que nós estamos, o recado é bem direto”, disse. “Além disso”, prosseguiu Andrés, “é importante mostrar este cinema no Brasil, onde lamentavelmente se conhece pouco o cinema russo. Então essa mostra é um resgate dessa produção que é da maior importância histórica para o cinema”, ressaltou Andrés Henrique.




“Trazemos ao público brasileiro, em primeira mão, a versão restaurada dos quatro episódios de “Guerra e Paz”, que é considerado a melhor adaptação cinematográfica do romance de Tolstoi”, anunciou Lucas Chen, presidente da grande organização juvenil União Municipal dos Estudantes Secundaristas, UMES, em cuja base estão 4 milhões de estudantes de São Paulo.


Espectadores na Cinemateca Brasileira

A mídia brasileira divulgou amplamente a Mostra dos clássicos do “Mosfilm” na Cinemateca Brasileira. A seguir um trecho do artigo do site Cinemascope:

“O cinema russo trouxe para a história e técnica do cinema obras primas que até hoje são citadas e enaltecidas. A União Soviética nos legou Sergei Eisenstein e seu 'O Encouraçado Potemkin' com a inesquecível cena da escadaria de Odessa; nos legou Lev Kuleshov, cineasta que realizou uma série de experimentos nos quais fazia uma justaposição de planos, obtendo assim uma nova significação, criando o chamado Efeito Kuleshov e mudando para sempre a história do cinema e da edição. É impossível estudar – ou mesmo apreciar – cinema sem esbarrar na importância russa em sua construção enquanto obra de arte e fonte histórica. Por este motivo, a Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo chega à sua 5ª edição e apresenta 10 títulos entre restaurados e inéditos no Brasil, para que o cinema russo continue estimulando a discussão”.



Espectadores na Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira é uma organização sem fins lucrativos localizada em São Paulo, responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira, com amplo acervo de documentos. Foi fundada em 1946 com base na Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo.  O acervo da Cinemateca contém muitos filmes, longas e curtas, além de documentários e uma grande coleção de documentos, livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.

Para produzir este artigo foram utilizados materiais dos sites Cinemascope.com.br e horadopovo.org.br.

Os registros fotográficos do evento são do fotógrafo Pedro Napolitano.

Para ver a matéria original no site da Mosfilm clique AQUI.

Publicado no site do Mosfilm por Olga Shmelyova 05/12/2018 


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